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Ficha de entrega de EPI

O fornecimento do equipamento de proteção individual (EPI) é uma obrigação da empresa para toda e qualquer atividade que apresente algum risco à segurança e à saúde do colaborador. Toda a obrigatoriedade para a respectiva função do seu trabalhador é especificada por normas regulamentadoras e, para um controle eficiente, é preciso fazer uma ficha de entrega de EPI. Se você não sabe como fazer esse documento, pode usar um modelo de ficha de EPI.

Assim, sempre que for possível eliminar ou reduzir o risco com a sua utilização, o EPI é devido e constitui uma responsabilidade da empresa fornecê-lo. Para garantir que a organização cumpriu com essa exigência da legislação trabalhista, é muito importante que cada EPI fornecido seja registrado adequadamente.

Neste post, explicamos a importância desse processo e ensinamos como estruturar uma ficha de entrega de EPI para os seus colaboradores. Ao longo do artigo, você também vai conhecer as consequências do não cumprimento dessa etapa. Continue a leitura e tire suas dúvidas!

Entenda a importância da ficha de entrega de EPI
Primeiramente, vale ressaltar que uma ficha de EPI é o documento responsável por registrar a entrega dos equipamentos de proteção essenciais para os trabalhadores exercerem as tarefas profissionais. É por meio delas que a empresa poderá documentar o fornecimento dos equipamentos de segurança, que é dever do empregador e um direito do empregado.

O uso dos equipamentos de segurança evita acidentes no ambiente de trabalho e garante segurança na execução das atividades. Portanto, a ficha é uma forma de controlar e monitorar o uso desses materiais por parte dos trabalhadores.

É muito importante que a ficha de entrega de EPI para o trabalhador seja preenchida. Afinal, esse controle por parte do setor administrativo das empresas busca assegurar que eles receberam os dispositivos de segurança adequados e, consequentemente, estão equipados para desenvolver seu trabalho de maneira adequada.

Essa medida também objetiva que fraudes sejam evitadas em possíveis casos de acidentes, além de proteger a empresa de possíveis ações trabalhistas. Em relação ao colaborador, a ficha é importante para resguardar seu direito de receber corretamente o equipamento necessário para a realização de suas tarefas.

Aqueles que desempenham atividades de risco devem receber todo o suporte de forma gratuita pela empresa. Nesses casos, a ficha de entrega também pode ser usada como comprovante caso a organização não ofereça os recursos necessários.

Nesse cenário, o documento de controle também é importante para situações que possam envolver ações judiciais. Caso algum colaborador sofra algum dano à saúde no decorrer de sua atividade laboral, por exemplo, a ficha permite verificar se ocorreu alguma falha na entrega do EPI ou se o colaborador não utilizou o equipamento corretamente.

Saiba como elaborar um modelo de ficha de EPI
Sempre que um trabalhador receber um equipamento será necessário assinar a ficha de entrega de EPI. Para isso, é importante que o documento apresente uma estrutura adequada. A seguir, saiba como ele deverá ser apresentado.

Quais informações são necessárias?
Cabeçalho: O cabeçalho identifica a empresa e o próprio documento. Assim, se a empresa tem um logotipo, ele pode ser colocado ao lado do respectivo nome.

De modo centralizado e destacado, deve estar o título do documento (“FICHA DE ENTREGA DE EPI”, por exemplo), de maneira a caracterizar esse controle. No cabeçalho, também pode ser inserido o número da ficha.

Dados do funcionário

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Qualquer outra informação julgada pertinente sobre o colaborador poderá ser incluída nessa parte do documento.

Dados do EPI fornecido
Todas as informações sobre o EPI entregue deverão ser listadas aqui, entre elas:

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Se houver algum detalhe com referência a determinado EPI (por exemplo, se houve extravio ou perda do equipamento anteriormente fornecido), a informação também deverá ser registrada.

Aplicação do EPI fornecido
Nesse campo, devem ser indicadas as atividades nas quais serão utilizados os equipamentos recebidos, de forma a caracterizar com mais precisão que o EPI foi fornecido para atender à atividade descrita.

Um EPI não é exclusivo para uma prática, mas determinadas atividades sob certas condições exigem que o equipamento seja específico.

Texto impresso de recebimento e responsabilidades
A ficha de entrega de EPI também funciona como um recibo do equipamento fornecido ao trabalhador. Para isso, deverá conter um texto impresso declarando esse recebimento, conforme o exemplo:

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Data e assinaturas
Finalmente, ao lado de cada EPI descrito, deve haver uma coluna para data e outra para a assinatura do funcionário ao receber o equipamento. Desse modo, vai sendo construído um histórico de fornecimento de EPI para cada colaborador.

É muito importante que a ficha de entrega de EPI seja preenchida corretamente e de forma completa. Além disso, deve-se checar sua integridade toda vez que algum novo equipamento for fornecido.

A validade desse cuidado será comprovada sempre que o documento for requisitado pela fiscalização trabalhista, como outros documentos essenciais, ou quando a própria empresa quiser visualizar ou demonstrar que o fez.

Por que conscientizar os trabalhadores sobre o uso da ficha?
Não só é importante preencher a ficha, como também conscientizar todos os trabalhadores sobre o uso desse documento. Como os EPIs são de uso obrigatório, a empresa deve fornecê-los devidamente para os funcionários e controlar esse uso. Por isso, é muito relevante o uso dessas fichas, tanto para a empresa em si quanto para todos os trabalhadores.

Os EPIs são equipamentos essenciais para execução de diversos trabalhos e devem ser levados em consideração para prevenção de acidentes de trabalho. Então, é necessário controlar o uso desses materiais. E, da mesma forma que é um dever da empresa fornecer, é um dever para os funcionários cuidar e preservá-los.

Por isso, conscientize todos os colaboradores sobre o uso da ficha de EPI, uma vez que, por meio dela, todos saberão:

  • Os equipamentos necessários para serem utilizados na execução das tarefas;
  • Se todos que foram entregues para os funcionários foram devolvidos adequadamente;
  • O estado de conservação dos EPIs, visto que é um aspecto que fica sob a responsabilidade do trabalhador.

E sobre o preenchimento da ficha?
Outro ponto importante que deve ser observado a respeito das fichas de EPI é o preenchimento correto de todos os dados. Todos os itens que compõem o documento devem ser preenchidos corretamente, de modo a auxiliar no monitoramento da empresa.

Por meio dessa documentação, a empresa vai saber exatamente sobre:

  • Todos os EPIs que cada funcionário usa;
  • Sobre a quantidade de materiais;
  • Os dias em que foram fornecidos;
  • O dia em que eles foram devolvidos / substituídos.

Inclusive, é essencial que a ficha de EPI seja preenchida na frente dos funcionários, para que eles saibam como anda o controle dos equipamentos, podendo conferir se os materiais de proteção que foram entregues estão de acordo com o que foi anotado nas fichas, entre outros aspectos.

É necessário ressaltar ainda que as fichas de EPI são uma comprovação de que foi dado um equipamento de proteção essencial para a execução das atividades.

Tendo isso em vista, caso ocorra algum acidente e o trabalhador se machuque, a ficha que vai comprovar se foi devidamente disponibilizado o EPI para ele ou não. Ou seja, fica mais fácil saber se o acidente foi responsabilidade da empresa ou negligência do próprio funcionário.

Conheças as consequências do não preenchimento dessa ficha
Em seu item 6.6.1, a NR 6 diz que o sistema de registro de entrega de EPI é de inteira responsabilidade do empregador. Isso significa que, caso não seja disponibilizada a ficha de entrega, a empresa poderá sofrer sanções de acordo com a legislação trabalhista por causa do descumprimento legal.

Apesar do fato de se registrar uma ficha de entrega de EPI não ser o suficiente para contornar uma possível multa por acidente de trabalho, ela é obrigatória. O não cumprimento da norma pode resultar em processos judiciais, além de aumento de penalidade e multas para a organização.

Essas consequências podem impactar diretamente os rendimentos e a lucratividade do negócio. Afinal, é extremamente desagradável ter que desembolsar altos valores por determinação da Justiça, em razão de um descumprimento simples como esse.

Além disso, os problemas vão além da simples condenação na Justiça. Isso porque o fato de sofrer ações desse tipo pode manchar a imagem da empresa perante o mercado, prejudicando todos os esforços em relação aos seus investimentos de marketing, o que pode significar a perda de possíveis investidores e clientes.

Veja o que fazer com as fichas após serem preenchidas
Depois de receber a ficha de entrega de EPI, é recomendado que ela seja guardada na pasta pessoal do colaborador. Esse é um meio seguro e eficiente para ter acesso a ela quando for preciso. Dessa forma, enquanto os outros documentos relativos ao colaborador permanecem na pasta, a ficha também fica lá.

Algumas empresas preferem centralizar e guardar o documento em um só livro ou caderno para futuras consultas. É uma forma prática de armazenar os dados também.

Outra maneira de guardar as fichas é por meio de um sistema eletrônico. Se for esse o caso, saiba que alguns cuidados devem ser considerados. Um dos principais exemplos nesse sentido é fazer um backup dos arquivos regularmente, a fim de evitar a perda de todos os dados em caso de algum defeito ou pane no sistema.

Outro ponto que merece atenção é que a ficha de EPI jamais pode ser retroativa ou futurista. Preencher o documento dessa forma pode acarretar crime de falsidade ideológica de acordo com o artigo 299 do Código Penal. Outros cuidados que devem ser tomados após o registro de entrega dos equipamentos.

Explicação da importância do uso dos EPIs
Muitas vezes, os funcionários não entendem a verdadeira importância por trás dos usos dos equipamentos de proteção. Então, para a segurança da sua equipe e para resguardar a empresa, é necessário que todos os colaboradores tenham total ciência da utilização dos EPIs.

Uma boa iniciativa nesse cenário é organizar palestras e encontros para discutir e esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto. Durante esses encontros, é preciso explicar que a aplicação desses equipamentos no ambiente de trabalho é uma verdadeira obrigação. É bom ressaltar que o descumprimento dessa regra pode causar punições, como demissão por justa causa. Ao deixar essas questões claras, você terá mais garantia de que o uso dos EPIs será mantido.

Treinamentos para o manuseio e utilização correta
Não basta apenas que os trabalhadores usem os EPIs, é preciso que eles saibam a maneira correta de fazê-lo. Então, sempre que um novo funcionário for contratado ou um novo equipamento for inserido, faça um treinamento, para que eles saibam o modo correto de uso e manuseio.

Com todos os colaboradores alinhados sobre esses pontos, são obtidas duas vantagens. A primeira, obviamente, é a redução de acidentes no trabalho, o que melhora sua produtividade e garante a integridade física de toda a equipe. A segunda é o menor gasto com reposição de EPIs que são estragados devido ao uso incorreto.

Lembre-se sempre de que, segundo a norma regulamentadora que rege esse aspecto do ambiente de trabalho, é obrigação da empresa não somente registrar a entrega dos EPIs, mas garantir seu uso.

Por isso, é preciso ter a precaução de sempre fiscalizar se todos estão usando os equipamentos e, caso alguém não esteja, cobrar de forma firme. Assim, você evita futuras dores de cabeça, como incidentes, multas e processos.

Além da ficha de Ficha de entrega de EPI, recomenda-se que o empregador mantenha em seus arquivos, cópias das notas de compra dos EPIs, pois isto auxilia na comprovação de do fornecimento constante ao trabalhador.

Fonte: Volk do Brasil 

Vantagens para as empresas de um bom serviço de segurança e saúde no trabalho

A segurança e a saúde no trabalho é importante para as empresas, para além de constituir uma obrigação legal e social. As empresas valorizam o fato de a SST prevenir lesões e doenças dos trabalhadores resultantes do trabalho, mas ela é também um elemento fundamental do êxito de uma empresa.

A segurança e a saúde no trabalho:

a) Contribui para demonstrar que uma empresa é socialmente responsável;
b) Protege e reforça a imagem de marca e o valor da marca;
c) Ajuda a aumentar a produtividade dos trabalhadores;
d) Reforça o compromisso dos trabalhadores para com a empresa;
e) Cria mão-de-obra mais competente e mais saudável;
f) Reduz os custos para a empresa e as quebras de produção;
g) Permite que as empresas correspondam às expectativas dos clientes em matéria de SST;
h) Incentiva os trabalhadores a permanecerem na vida ativa durante mais tempo.

Qualquer empresa pode obter benefícios consideráveis do investimento em SST. Melhorias simples podem aumentar a competitividade, a rentabilidade e a motivação dos trabalhadores. A aplicação de um sistema de gestão da SST garante um enquadramento eficaz para prevenir ou minimizar acidentes e problemas de saúde.

Para as grandes empresas:

Espera-se que as grandes organizações apresentem normas de controlo e de transparência exigentes nas suas práticas de gestão e comunicação. A combinação de dois elementos, a saber, uma economia de mercado e uma sociedade mais sensibilizada para os riscos, levou muitas empresas a tomarem consciência das vantagens significativas que podem resultar da integração do desempenho da empresa em matéria de SST no seu modelo empresarial global.

Estas vantagens incluem:

• Melhoria da imagem, do valor da marca e da reputação da empresa;
• Capacidade de resposta aos compromissos relacionados com a responsabilidade social da empresa;
• Manutenção e promoção da confiança dos investidores; e n desenvolvimento de um compromisso positivo das partes interessadas.

Pequenas empresas

Muitas pequenas e médias empresas começam igualmente a reconhecer os custos de uma SST deficiente e os benefícios de um bom desempenho nesta área. Estes são mais evidentes no que respeita a:

• Satisfazer as exigências dos clientes em matéria de SST para obter e manter contratos;
• Evitar quebras na produção da empresa e perda de trabalhadores;
• Motivar os trabalhadores a manterem o seu desempenho;
• Assegurar a disponibilidade de seguros e a acessibilidade dos seus preços.

As empresas novas e em expansão que objetivam alcançar um crescimento e uma estabilidade sustentados, estão tomando consciência de que o seu desempenho em matéria de SST pode contribuir para esse objetivo.

A necessidade de as empresas agirem de forma responsável leva-as a exercer igualmente pressão sobre os seus fornecedores. O investimento em boas normas de SST aumenta a competitividade das empresas, o que, por seu turno, aumenta o seu potencial de manutenção de clientes e de conclusão de novos negócios.

Produtividade e trabalhadores

Um mau desempenho em matéria de SST tem um impacto muito grande nas pequenas empresas. Os custos humanos para a empresa de um acidente mortal no local de trabalho, de um grande incêndio ou de uma ação judicial importante são óbvios. Cerca de 60% das empresas que param a produção por mais de nove dias acabam por fechar. No entanto, também as empresas com bom desempenho podem aumentar a sua produtividade através de:

a) Métodos de trabalho mais seguros, que permitem igualmente que o trabalho seja executado mais rapidamente e com recurso a menos mão-de-obra;
b) Taxas de acidentes, incidentes e problemas de saúde reduzidas, havendo casos em que as ausências por doença caíram para metade;
c) Aumento dos níveis de recrutamento, motivação e manutenção de pessoal qualificado.

*SST - saúde e segurança no trabalho

Fonte: http://osha.europa.eu/topics/business/performance

Medicina do trabalho

Medicina do trabalho: descubra se você está cumprindo todas as regras

A medicina do trabalho é uma área especializada em que o objetivo principal é a garantia da integridade física e psicológica dos empregados. Para isso, as ações são direcionadas a três focos principais: a prevenção de acidentes e de doenças ocupacionais e a manutenção da qualidade de vida do trabalhador.

A importância da medicina do trabalho no ambiente corporativo

Diferentes funções expõem o trabalhador a esforços, ainda que sejam mínimos. Nos escritórios, na indústria e em qualquer segmento é fundamental dar atenção à saúde do trabalhador.

A medicina do trabalho tem essa proposta: evitar acidentes, lesões e doenças, além de proporcionar o bem-estar no cotidiano do exercício da profissão. Para isso, uma série de métodos, regras e parâmetros são colocados em prática diariamente nas empresas. Um ambiente corporativo seguro é a grande meta.

Naturalmente, se os colaboradores estão livres de riscos, muitos benefícios são obtidos nesse processo. Acidentes e doenças pode gerar afastamentos e diminuição na força de trabalho da companhia. Além disso, em muitos casos também há custos que serão de responsabilidade da empresa.

O cumprimento das leis é o foco da medicina do trabalho. Quando essa adequação não acontece, a empresa está passível de sanções jurídicas, com base nas leis da CLT. Contudo, é importante sempre pensar primeiramente no colaborador. Saudável física e psicologicamente ele pode proporcionar o seu melhor.

Entenda mais a seguir como a medicina do trabalho se faz importante!
Melhores condições significam produtividade. Qualquer trabalhador necessita de condições mínimas para exercer suas funções. Isso também se estende às questões relacionadas à saúde. De nada adianta ter um alto nível de produtividade agora se daqui a 6 meses, por exemplo, ele contrair uma doença ou lesão.

A preocupação deve ser frequente, com foco em manter o colaborador longe de qualquer problema ou ocorrência. A medicina do trabalho implementa parâmetros que trabalham:
• na prevenção de acidentes;
• na proteção do trabalhador em situações de perigo;
• na implementação de práticas que preservem a saúde;
• no cumprimento de parâmetros adequados de execução de atividades;
• na manutenção do bem-estar psicológico no ambiente de trabalho.

Ao cumprir com todos esses pontos, uma companhia tem a certeza de que terá um colaborador longe de acidentes, de doenças ocupacionais e sem insatisfações. Dentro de um contexto tão favorável, é natural que esses trabalhadores passem a render mais, aumentando o nível de produtividade.

Empresa adequada se torna competitiva
Uma empresa competitiva é aquela que está em pleno funcionamento e sem nenhum fator que atrapalhe seus planos estratégicos. É grande a relação do cumprimento de parâmetros de segurança com a conquista de uma boa posição diante do mercado.
Colaboradores são elementos fundamentais para a empresa. Se eles estão em plenas condições de trabalho, os objetivos estratégicos podem ser alcançados. Além disso, um bom ambiente também tem influência direta no nível de satisfação de quem ocupa cargos em uma companhia.

Quando a empresa preza pelo bem-estar, a motivação dos colaboradores está sempre em alta. Isso melhora o clima organizacional e o engajamento com as metas que devem ser cumpridas. Nesse contexto, a companhia se torna cada vez mais atrativa para quem está vendo de fora.

Em mercados cada vez mais competitivos, ter essa imagem é fundamental. Assim é possível captar os melhores talentos e contar com a chegada de pessoas ainda mais motivadas e com boas expectativas.
Cumprimento das leis reduz custos

A medicina do trabalho também traz a redução dos custos e o melhor direcionamento do capital da empresa. Isso acontece já que expor funcionários a riscos de acidentes ou a problemas de saúde pode influenciar na questão financeira.

Toda empresa tem obrigações legais com seus colaboradores. Se um trabalhador contrair alguma doença no exercício de seu cargo, esse problema passa a ser de responsabilidade da companhia. Ela deve prestar todo suporte para que esse funcionário consiga se tratar adequadamente.

As mesmas responsabilidades se estendem em casos de acidentes. Qualquer ocorrência com consequências pode estar associada a custos. Desse modo, se a empresa não trabalha com bons parâmetros e prevenção, qualquer acontecimento pode acarretar despesas inesperadas.

Redução dos afastamentos
O número de afastamentos no Brasil cresceu 25% de 2005 a 2015. Os números são grandes e mostram como a medicina do trabalho é fundamental a qualquer companhia. Deixar de contar com um colaborador traz problemas de ordens variadas, sempre muito prejudiciais às empresas.

A primeira delas são os custos. Quando um colaborador se afasta, o empregador deve continuar arcando com os seus vencimentos. Nesse contexto, a folha salarial se mantém com aqueles valores, mas não há o trabalho sendo executado. A empresa perde em produtividade, mas mantém reduz o custo.

Outro grande problema é ter menos pessoas preparadas para desempenhar funções importantes. Para as companhias, não ter o funcionário na empresa acarreta em diminuição da força de trabalho. Isso prejudica os objetivos e interfere até mesmo no bem-estar de outras pessoas, já que há a sobrecarga dos colaboradores.

Prezar pela medicina do trabalho é proteger a empresa de perder colaboradores e gerar absenteísmo. Bons parâmetros, acompanhamento cotidiano e fiscalização das atividades evita que funcionários estejam longe de seus postos laborais de maneira forçada.

As Normas Regulamentadoras (NRs) e suas propostas
Todas as empresas que têm funcionários sob o regime de CLT são obrigadas a seguir o que está descrito nas NRs. Elas são uma série de 36 ao total, sempre com orientações acerca de práticas no ambiente de trabalho e definição de parâmetros para a execução de alguns de serviços.

A proposta das NRs é conferir segurança e preservação da integridade dos trabalhadores no exercício de suas funções. Por conta disso, essas normas definem métodos exatos de execução de diversas atividades. Eles também definem questões de segurança e como elas devem se relacionar com os trabalhos que são feitos.

Em um exemplo, suponha que sua empresa trabalhe com instalações elétricas. Naturalmente, essa é uma atividade que envolve riscos aos colaboradores, então qualquer trabalho deve seguir orientações de segurança. Nesse caso, as NRs têm essas orientações exatas para preservar os colaboradores.

No exemplo citado, as atividades deveriam se basear na NR 10, que trata de instalações e serviços de eletricidade. Ela define as condições mínimas de segurança na execução de qualquer serviço dessa natureza, preservando os trabalhadores que nele atuarão.
Os programas de controle, prevenção e proteção

As NRs também trazem importantes programas que são executados a longo prazo nas empresas. O primeiro deles, e um dos mais importantes, é o da NR 7, o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Ela estabelece a realização de exames médicos nos funcionários em diversos momentos. Tratam-se de:
• exame admissional;
• exame periódico;
• retorno ao trabalho;
• mudança de função;
• demissional.

Há também a NR 9, que trata do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Na prática contínua, os profissionais designados fazem estudos e avaliações para estabelecer parâmetros de segurança.

A proposta é proteger os colaboradores de riscos de ordem ambiental durante a execução dos trabalhos e também o caminho inverso. Parâmetros são definidos para proteger o meio ambiente de agressões durante os serviços realizados.

A orientação quanto às Ordens de Serviço
Entre o que cabe ao empregador, destaca-se a elaboração e a divulgação das ordens de serviços. Esses documentos devem ser preenchidos e controlados pela equipe de segurança e saúde no trabalho da empresa. Neles há a conferência dos parâmetros exigidos na execução de cada tarefa.

As consequências do não cumprimento das leis
Para as empresas, pode haver sérias consequências em caso de não cumprir com suas obrigações quanto à saúde no trabalho. Com todas as orientações definidas por lei, as ações trabalhistas são a principal defesa que o colaborador encontra quando não recebe apoio em casos de acidentes e doenças.

O Brasil concentra nada menos do que 98% de todos os processos trabalhistas do mundo. Se manter longe disso, naturalmente, passa pelo cumprimento das NRs e do que está definido na CLT. As consequências de negligenciar a lei são variadas, prejudicando a imagem e as finanças das empresas.

Os prejuízos financeiros
Os prejuízos financeiros são as principais consequências do não cumprimento da legislação. De primeira, esse fator negativo acontece por conta das multas. A fiscalização é rigorosa e, em caso de inconformidade, a empresa já está passível de receber notificações que podem acarretar pagamentos de valores.

Outro ponto claro e de grande influência são as ações trabalhistas. Na maioria das vezes, quando a empresa deixou de cumprir com as obrigações, elas resultam em indenizações que podem variar. Se o índice de processos é grande, isso gera um custo recorrente às companhias.

A má avaliação diante dos trabalhadores
Para ter uma empresa com bons resultados é importante também atrair talentos. Entretanto, profissionais qualificados também têm exigências antes de se juntar a um novo empregador. Pode ser desmotivador saber que uma companhia não cumpre com obrigações relacionadas à saúde e bem-estar.

A importância de engajar os trabalhadores com a medicina do trabalho
Os empregados também têm responsabilidades quanto à medicina e segurança no trabalho. É importante tê-los como parceiros no cumprimento de suas atribuições, já que eles podem contribuir para o aumento da eficiência das ações propostas. Entretanto, eles precisam estar engajados com essa demanda

Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT)
Uma das formas de engajá-los é por meio da SIPAT. Esse programa tem como principal objetivo conscientizar os colaboradores. Para isso, são oferecidas palestras, informativos, cartazes, e-mails e uma série de materiais falando sobre o assunto.

Com uma linguagem objetiva e clara, a empresa reforça a necessidade dos funcionários se manterem atentos aos riscos. A prevenção é estimulada e as orientações adequadas são transmitidas aos colaboradores.

Esse período é um momento em que o assunto é reforçado com maior intensidade, com uma dedicação exclusiva. Entretanto, é imprescindível que a segurança e o bem-estar sejam sempre buscados. O assunto deve estar sempre em pauta, pois só assim os funcionários entendem os riscos e a necessidade da preservação.

As melhores formas de obter o engajamento dos trabalhadores
O cumprimento das regras é um trabalho de todos. Os colaboradores têm papel muito importante, entretanto, nem sempre eles têm o devido foco e tempo para, além de seguir os parâmetros, se comprometerem a orientar companheiros profissionais e ajudar a difundir boas práticas.

Cabe à empresa agir no engajamento desses funcionários. Com bons programas e campanhas, eles podem se envolver e trabalhar com cada vez mais foco, se mostrando satisfeitos com a companhia. Como resultado, o ambiente de trabalho tem menos riscos e é mais atrativo a todos.

Algumas mudanças podem fazer toda diferença na hora de engajar os funcionários. Boas práticas são capazes de fazer com que a medicina do trabalho seja aplicada com sucesso.

O foco no bem-estar
Um bom clima organizacional, benefícios e a preocupação da empresa além dos resultados. O bem-estar também é fundamental e deve ser buscado por meio de diversas ações.

Funcionários felizes e satisfeitos em seus cargos estão mais distantes de problemas como a depressão. A perspectiva é que a doença seja uma das principais causas de afastamento no futuro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A comunicação adequada
Para engajar, é preciso que os colaboradores entendam a real importância das políticas de prevenção de doenças e acidentes. Por isso, o setor de comunicação tem uma importante missão em reforçar as boas práticas.

O suporte à CIPA é fundamental, já que a comissão precisa alcançar todos, o que pode ser complicado em empresas grandes. As campanhas são mais eficientes com apoio de pessoas capacitadas para desenvolver mensagens e informativos claros e assertivos.

O supervisionamento periódico das ações
É importante que o empregador defina um calendário de acompanhamento das ações que visam cumprir as normas da CLT e das NRs a fim de garantir que tudo ocorra de acordo com o planejado. Essa fiscalização pode ser feita em conjunto com gestores e funcionários e deve ser contínua.

Ferramentas como checklist auxiliam para que todos os critérios sejam analisados e, consequentemente, a manutenção da segurança e da saúde dos funcionários ocorra com qualidade. Contudo, também é indispensável ter profissionais capacitados para fiscalizar e acompanhar as atividades.

A equipe de segurança e saúde do trabalho
Muitas empresas precisam de uma equipe de segurança do trabalho. Ela fiscaliza, orienta e acompanha a realização de serviços diversos, sempre prezando pelos parâmetros adequados. Assim, é possível ter as melhores práticas no cotidiano, evitando acidentes e problemas que prejudiquem os colaboradores.

Além dos métodos, a proteção recebe a atenção dos profissionais de segurança do trabalho. Elas são proporcionadas pelos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que são utilizados pelos trabalhadores durante a execução de diversas atividades.

Outra ferramenta importante são as Ordens de Serviço. Elas são uma espécie de autorização emitida pela equipe de segurança de trabalho. Após uma checagem e avaliação, esses profissionais emitem esse aval para que alguma tarefa seja executada na empresa.

A definição da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)
A CIPA é uma comissão composta por funcionários e membros que representam a empresa. Após a eleição, a equipe é definida e o principal objetivo e fiscalizar métodos de trabalho visando a prevenção de acidentes.

A NR 5 aborda todas as obrigações da CIPA, mostrando como ela funciona e qual é a sua proposta. Quem assume essa responsabilidade deve sempre preservar pelas boas práticas, pela saúde e pelo bem-estar dos companheiros de trabalho.

A contratação de uma empresa especializada
A medicina do trabalho deve realizar diversas atividades como exames admissionais, exames médicos periódicos — que avaliam se o trabalhador está apto para continuar exercendo suas funções —, aplicação de testes psicológicos, exames demissionais e atendimento em caso de acidentes.

A contratação de uma equipe especialista em medicina do trabalho garante que todas essas funções sejam cumpridas com excelência e de maneira mais organizada. Sendo assim, a terceirização dessas atividades colabora para o bem-estar dos funcionários.

Esse direcionamento a profissionais capacitados garante que a empresa execute seus processos diante dos parâmetros definidos pelas NRs e pela CLT. Assim, a empresa evita os riscos de afastamento, de acidentes e tem a garantia de colaboradores focados e engajados com as metas estratégicas.

Cumprir com as regras da medicina do trabalho é uma forma de garantir que o ambiente de trabalho seja mais agradável e seguro, o que influencia na capacidade produtiva da empresa.

NR 35 E O TRABALHADOR COM MAIS DE 100 KG

O trabalhador com mais de 100 kg pode utilizar o cinturão paraquedista certificado pelo MTE?


Sim, Em função dos ensaios realizados para a obtenção do CA, podemos afirmar que o cinturão pode ser utilizado por um trabalhador com mais de 100 kg, porém essa possibilidade não garante a sua integridade física em caso de queda. Para melhor compreender essa questão, vamos analisar a situação do trabalho em altura levando em consideração as práticas ideais, Peso do trabalhador.

Antes de entrar na questão do equipamento, temos que avaliar se o trabalhador em questão tem condições físicas e de saúde de exercer a função. Cabe ao empregador, via SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), a avaliação do trabalhador para determinar se este está ou não apto ao trabalho.

Um trabalhador ter 100kg ou mais, pode ou não significar obesidade. Muitas pessoas com peso abaixo de 100 kg são consideradas obesas e inaptas para o trabalho. Somente um médico do trabalho poderá avaliar com precisão.

Proibição do trabalhador acima de 100kg

Não existe nenhuma base legal que proíba trabalhadores com mais de 100 kg de executar um trabalho em altura. As NBR's de EPI para trabalho em altura especificam uma massa de 100 kg como um padrão de testes em uma condição limite. São normas elaboradas para estabelecer requisitos e metodologias de ensaios relativas a produtos e não de procedimento de trabalho.

Mecânica de uma queda

Esse é o ponto mais importante com relação à questão do peso do trabalhador, mas precisamos entender o que ocorre durante uma queda. Quando um corpo qualquer cai, ele acelera e ganha energia. Dependendo de como esse corpo vai ser parado, essa energia pode ser dissipada, ou distribuída, de uma forma que pode lesionar o trabalhador.

Vamos traçar um paralelo para facilitar a compreensão. Imaginem-se estando dentro de um carro a 60 km/h. Em uma primeira situação, ao pisar no freio, o carro irá se deslocar por um determinado espaço até parar totalmente. Desta forma o que será refletido nas pessoas que estão no carro será apenas uma leve força os projetando para frente do banco.

Em uma segunda situação, se prendermos um cabo de aço bem longo no eixo traseiro e começamos a andar. No momento que este cabo estica, o período de frenagem e deslocamento é quase nulo, semelhante ao que acontece quando batemos em um muro. Tudo que estiver dentro do carro será projetado violentamente para frente.

Esta mecânica é o que acontece quando sofremos uma queda. Nós somos os carros e nossos órgãos são as pessoas dentro dele se deslocando em função da desaceleração.

A função do cinturão de segurança é criar pontos de conexão no corpo do trabalhador e distribuir o impacto através destes pontos ao longo do corpo. Este impacto está diretamente ligado ao sistema de absorção de energia que é utilizado durante o trabalho.

Se utilizarmos um talabarte (cabo de segurança que conecta o trabalhador à estrutura) que não se alonga, este irá fazer o papel próximo à de um cabo de aço, ou seja, o trabalhador vai cair e o impacto vai ser muito grande.

Para colocarmos um freio no sistema temos que incluir um absorvedor de energia que em caso de queda se abra e aumente o intervalo de tempo e espaço de frenagem.

As normas de ensaio testam os produtos nas piores condições: uma queda fator 2 que significa uma queda com o dobro do comprimento do talabarte utilizado e uma massa de 100kg. (veja imagem abaixo).

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Quando falamos de um trabalhador de mais de 100 kg, se colocarmos este em uma situação crítica de queda (fator 2). Esta queda irá gerar uma energia maior para o qual o absorvedor de energia NÃO foi dimensionado. Isso implica que o cinto, aguentando uma força estática de 1500 kgf (conforme o ensaio da norma) irá suportar o impacto, porém o trabalhador irá absorver a energia restante gerada pela desaceleração brusca podendo ocasionar lesões e até óbito.

A solução para este caso é não expor o trabalhador a condições críticas de queda. Sempre que possível o ponto de conexão do talabarte deve estar acima do trabalhador não só para pessoas com mais de 100 kg, mas para todos.

Resgate

O trabalho em altura é um trabalho de alto risco. Quando uma queda é retida por um cinturão paraquedista e o trabalhador fica em suspensão, se inicia um processo fisiológico chamado Síndrome da Suspensão Inerte (SSI).

Resumidamente, a impossibilidade do trabalhador se movimentar, e a pressão exercida pelas fitas do cinto contra o corpo do trabalhador, geram um problema circulatório sério, podendo levá-lo a óbito em poucos minutos.

Essa urgência pede que o empregador estabeleça um plano de resposta a emergência em caso de quedas, sempre que forem realizado trabalhos em altura.

Quando falamos em um trabalhador com mais de 100 kg, além da dificuldade de se resgatar uma vítima com esse peso, existe a questão de que seu peso irá agravar o avanço da SSI.

Conclusão

Os cinturões de segurança suportam o trabalhador com mais de 100 kg, porém se o sistema não for dimensionado para reduzir o impacto de uma queda, este poderá lesionar o trabalhador mesmo sem bater em nada durante a queda.

Livro os 100 Kg - Autor Luiz Spinelli

QUALIDADE DE VIDA

Por muito tempo, a teoria de que o sucesso no mundo corporativo era ditado apenas por aspectos cognitivos, foi aceita e difundida. Segundo tal linha de pensamento, o indivíduo propenso ao sucesso deveria ter apenas habilidades técnicas suficientes para desenvolver-se e posteriormente alcançar o sucesso profissional, como num ciclo, as habilidades técnicas por si só levariam o indivíduo a alcançar a aprovação completa. Entretanto, uma nova linha de raciocínio, que conta com trabalhos pioneiros mais aprofundados de Daniel Goleman, soma à “fórmula do sucesso” um ingrediente novo. Os aspectos e elementos sociais são considerados e incluídos no processo gradativo do sucesso, surge então a expressão "inteligência emocional", requisito básico no ambiente organizacional nos dias de hoje.

A pessoa total é, para Rogers (1997), aquela que está aberta à suas experimentações internas e aos dados da experiência do mundo externo. E qual seria a relação entre a inteligência emocional e a personalidade? Seria ela sinônimo de um determinado tipo de personalidade? Em seus estudos sobre elementos da personalidade, Mayer (1999) considera que as emoções abrangem apenas uma das quatro bases da personalidade, sendo as outras três: motivação, a cognição e a consciência, todas separadas da base emocional.

Analisando o próprio modelo de personalidade, Mayer, Salovey e Caruso (2002, p. 36) compreenderam que a inteligência emocional “emprega mecanismos cognitivos e emocionais para processar aspectos emocionais do Eu, do mundo e do Eu no mundo, assim como para processar qualquer conhecimento puramente especializado da emoção”.

O profissional dotado de inteligência emocional é aquele que tem a capacidade de superar-se, de motivar-se e manter focado nos seus objetivos, mesmo que o ambiente onde ele se encontra seja contrário, um cenário pessimista. Esse suposto funcionário tem pelo menos duas opções: entrar em pânico e desmotivar-se, levando ao seu esgotamento físico e psicológico, ou manter a calma, desenvolver novas habilidades e tornar-se cada vez mais necessário à organização. Aquele que é emocionalmente inteligente com toda certeza não escolherá a primeira opção, uma vez que é conhecedor de suas habilidades e capacidades, sendo por natureza um grande gestor de crises.

O mercado de trabalho requer profissionais versáteis, tolerantes, que sejam capazes de desenvolver-se em cenários tempestivos, gerenciando crises e que sejam capazes de absorver e utilizar sempre que necessário em suas decisões novos conceitos e situações pelas quais já passaram. O novo profissional que surge na era da informação deve ter mais que habilidades técnicas, mas habilidades conceituais e de comunicação, que possam ampliar seus horizontes, num processo de crescimento que não acontece individualmente, mas em conjunto com as organizações onde ele se encontra integrado. O profissional procurado pelas organizações é aquele que tem a sensibilidade necessária para adaptar-se à nova realidade existente, o mundo organizacional se transformou nos últimos anos e mais do que nunca é necessário que o profissional tenha como lema adaptabilidade e motivação.

O papel das organizações nesse cenário também é de fundamental importância, não somente os funcionários devem ser flexíveis, as organizações e os seus administradores também devem ser dotados de inteligência emocional, mantendo o ambiente organizacional propício ao desenvolvimento de habilidades importantes, concedendo espaço ao indivíduo para que ele tenha responsabilidade no processo decisório, mantidas as devidas proporções (é claro), é dever das organizações incentivar o desenvolvimento de equipes multifuncionais, fornecendo oportunidades aos funcionários, para que estes tenham conhecimento acerca da organização onde desempenham seus papéis.

Por fim, é possível constatar que a inteligência emocional é fator de suma importância para as organizações, apesar de não ser o único fator que determina o sucesso ou fracasso do indivíduo. É necessário observar que os tempos atuais são de incerteza, ao mesmo tempo em que a mudança é a única constante. O ambiente organizacional e o comportamento das pessoas nele envolvidas é fascinante, esse é um tema que merece muita atenção e muitos estudos, devido a sua complexidade e importância na vida de todos nós. Devido a toda essa complexidade e mutação faz-se necessário cada dia mais desenvolvermos nossas habilidades enquanto indivíduos flexíveis, capazes da adaptação nesse ambiente incrível.

Bibliografia
GOLEMAN, D. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que define o que é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
Mayer, J., & Salovey, P. (1997). What is emotional intelligence? New York: Basic Books.
Rogers, C. R. (1997). Tornar-se pessoa. (5a ed., M. Ferreira, A. Lampareli, Trad.).São Paulo: Martins Fontes. (Originalmente publicado em 1961).
Salovey, P., & Mayer, J. D. (1990). Emotional intelligence. Imagination, Cognition and Personality, 9, 185-221.

GESTÃO DE RESÍDUOS E MEIO AMBIENTE

A sociedade, hoje, exige que as empresas apresentem um bom desempenho de gestão de seus recursos para a melhoria do bem-estar público e social. Essa nova postura faz com que as empresas promovam uma reestruturação da política social, das práticas de gestão, da compreensão dos desejos dos clientes e do uso de novas tecnologias de informação.

São tantas siglas, normas e certificações exigidas para as empresas atualmente que acaba levando a uma enorme dúvida sobre o uso e, principalmente, os benefícios gerados. A questão que se apresenta é: não dá para simplificar, fazendo apenas uma norma e uma única certificação? Assim a empresa faria um único esforço para organizar o seu sistema de gestão, integrando qualidade, meio ambiente, saúde e segurança e obteria uma certificação integrada contemplando as diversas normas. Bem, não é tão simples assim, mas, hoje em dia se fortalece, cada vez, mais a proposta de um modelo de Gestão Integrada ou Sistema Integrado de Gestão (SIG).

O mercado exige, a legislação obriga e pode ser uma excelente oportunidade para a empresa

Para ser competitiva a empresa deve ampliar seu enfoque da relação produto-cliente para a relação empresa-sociedade A competitividade empresarial, entendida como a capacidade da empresa para conquistar, manter e ampliar sua atuação no mercado, passa a ter um enfoque mais amplo, de caráter sistêmico. Não basta mais preocupar-se apenas em ter apenas um bom produto ou prestar um bom serviço para sobreviver no disputado mercado atual. É necessário que a empresa possa ainda atuar de maneira responsável, respeitando o meio ambiente, preocupando-se com a segurança operacional e saúde tanto de seus colaboradores quanto dos clientes.

Os motivos dessas preocupações podem ser entendidos por três aspectos:

• Existe uma pesada legislação, seja ambiental ou mesmo de saúde e segurança que as empresas devem observar estando sujeitas à fiscalização de organizações governamentais nas esferas municipal, estadual e federal.
• O mercado está mais seletivo priorizando as empresas que asseguram a qualidade de suas atividades (ISO 9000), que protegem o meio ambiente (ISO 14000) e atuam de modo saudável e com segurança.
• A aplicação da gestão da qualidade, gestão ambiental, saúde e segurança nas empresas pode representar uma excelente estratégia de diferenciação da atuação da empresa frente ao mercado cada vez mais exigente.

A importância da gestão integrada:

Com a crescente pressão nas empresas para se fazer mais com menos, várias delas estão vendo a integração dos sistemas de gestão como uma excelente oportunidade para reduzir custos com o desenvolvimento e manutenção de sistemas separados ou inúmeros programas de ação que na maioria das vezes se superpõe e acarretam gastos desnecessários. Para empresas que tem o sistema de qualidade corretamente implantado e que pretende agregar valor a ele estendendo-o às questões ambientais e de SST, a gestão integrada de sistemas é uma excelente oportunidade para sanar todas esses problemas.

O sistema de gestão permitirá:

• Ter um sistema único e simplificado;
• Focar continuamente na melhoria do desempenho;
• Otimizar a utilização dos recursos disponíveis;
• Integrar de forma crescente a qualidade, meio ambiente e SST `a gestão dos negócios da empresa;
• Unificar documentos para um mesmo procedimento;

Finalmente, ter a convicção de que é preciso fazer a qualidade de valores integrados que o mercado percebe, a partir da concepção e consecução de produtos com tais valores também integrados. Um exemplo de sucesso na gestão integrada de sistemas é a Petroflex, que pode ser verificada através de um check list de entrevista e evidências coletadas no estudo, que mostram o aumento de competitividade por permitir consistência interna e externa, baixa vulnerabilidade, funcionalidade e horizonte temporal pela melhor utilização de recursos, que resultou em aprovação de empréstimo de recursos financeiros por instituições financeiras para investimentos estratégicos.

O aparente esforço na implementação de um complexo sistema de gestão é compensado com os benefícios proporcionados pela Gestão Integrada. As empresas apontam a redução de custo na implementação, certificação e manutenção como o maior benefício gerado. Além desse, destacam também: evitar o uso de diferentes meios de controle, evitar a superposição de documentos, facilitar a capacitação e o entendimento pelas equipes e reduzir a complexidade na gestão proporcionada pelos sistemas diferentes.

Considerando que o processo produtivo é único, a empresa e a equipe de trabalho são as mesmas, apresenta-se como contra senso organizar três sistemas diferentes. O entendimento da empresa como um sistema único complementado pela integração existente entre as normas de gestão da qualidade, gestão ambiental e saúde e segurança, é oportuno e importante a organização e implementação de um sistema de gestão integrada.

Em termos práticos a empresa passa a definir e controlar o seu processo, a sua operação é segura e não traz risco a saúde dos seus colaboradores. O produto também não traz risco à saúde e segurança dos clientes e o meio ambiente é respeitado. Isso proporciona uma imagem positiva da empresa, de atuação responsável, combate o desperdício de recursos e evita problemas com os organismos de fiscalização. Todos esses fatores contribuem diretamente com a melhoria da competitividade da empresa.

Bibliografia
BS 8800, Guide to Occupational Health and Safety managements systems, BSI, 1996.
CRITÉRIOS DE EXELÊNCIA. O Estado de arte da gestão para a excelência do desempenho, Fundação para Prêmio Nacional da Qualidade. S. Paulo, 1997.
NBR ISO 9001 – Sistema da qualidade – Modelo para garantia da qualidade em projeto, desenvolvimento, produção, instalação e serviços associados, ABNT, Rio de Janeiro, 1994.
NBR ISO 14001, Sistemas de Gestão Ambiental – Especificação com guia para uso – ABNT, Rio de Janeiro, 1996.

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